Junta de Freguesia de Santa Clara Junta de Freguesia de Santa Clara

História

DA SANTA CLARA DO SÉC. XVI À SANTA CLARA DO SÉC. XXI

  

Página de abertura do livro de baptizados da original Freguesia de Santa Clara, 11 de Novembro de 1607 (Manuscrito encadernado depositado na BPADPD).

Chegado aos Açores em 1577, o bispo D. Pedro de Castilho, não muito tempo depois de se instalar em Angra, faria com que a cidade de Ponta Delgada passasse a contar com mais uma freguesia, povoado por Gaspar Frutuoso assim retratado:

“A terceira freguesia, novamente feita, de Santa Clara, antes de ser acrescentada, tinha sessenta e dois fogos e almas de confissão duzentas e noventa e sete, das quais eram de comunhão duzentas e três. (…)”.

Saudades da Terra, Livro IV, página 174, ICPD-1998


Corria ainda o último quartel do séc. XVI e, em 1581, por vontade do mesmo prelado, D. Pedro de Castilho, Bispo dos Açores, então sediado em Ponta Delgada, a freguesia de Santa Clara seria substancialmente aumentada, quase triplicando o número dos seus iniciais habitantes, isso sem contar com os militares aquartelados na fortaleza. É ainda Gaspar Frutuoso quem nos dá conta desta ampliação da freguesia, registando:

"O primeiro vigário foi o bacharel Ascêncio Gonçalves; o segundo Francisco Fernandes, a quem o ilustríssimo Bispo D. Pedro de Castilho acrescentou os fregueses, que tirou de S. Sebastião, partindo a freguesia pela Rua da Cruz; e tem agora duzentos e dez fogos e setecentas e sessenta e seis almas de confissão (afora os oitenta soldados que estão na Fortaleza) das quais são de sacramento seiscentas e quinze. (…)” 

Saudades da Terra, Livro IV, páginas 174 e 175, ICPD-1998


No primeiro quartel de setecentos, em 1728, já com a “Igreja nova” prometida desde 1581 servindo de paroquial, templo que depois de concluído acabou por ser dedicado a São José alterando por isso a denominação da freguesia, com base na ermida original de Santa Clara, e sob a protecção Desta, foi constituído um singelo curato que, contaminado da mesma má sina da “igreja nova”, demoraria ainda mais tempo do que aquela (quase 150 anos) a desempenhar na prática o papel para que fora criado.

“(…) O que, tal como acontecera com a Nova Igreja, parecia não ter fim à vista era a efectivação do Curato de Santa Clara, anunciado ia para quarenta anos pelo padre Ferreira de Medeiros em nome do Bispo D. Manuel Alvares da Costa, e logo exarado nos registos da Mesa da Consciência e Ordens, (…)

Melo, João Pacheco,  "ESTÓRIAS" do lugar da ponta delgada (século XVIII), Livro IV


“Deste prelado [D. Manuel Alvares da Costa] consta mais (…) (…) e, bem assim, outro curato em Santa Clara, sufraganeo de S. José de Ponta Delgada, confirmado a 10 de Setembro de 1728”

Archivo dos Açores, volume II , página 273,

INCM-1982, Fac-simile da edição de 1988




Pormenores do diploma em que 2002 criou a "nova freguesia de Santa Clara".


Passados mais de 420 anos sobre a criação da original freguesia de Santa Clara, e 275 desde que esta alterara o seu nome e se passara a chamar São José, na Assembleia Legislativa Regional dos Açores, entusiasticamente apoiada pela população da paróquia - que por empenho do Padre Fernando Vieira Gomes, em 1957 se constituíra a partir do curato -, deu entrada a proposta de diploma que, decorrido menos de um ano, restitui a Santa Clara o estatuto de freguesia que tivera, e perdera.



Berço da Cidade




Costa Sul da ilha de São Miguel: rotas marítimas entre Vila Franca e a Ponta Delgada.


Desde os primórdios até inícios do século XX, o mar foi a principal via de comunicação na ilha.
“Solitário ermo”, chamou Gaspar Frutuoso ao lugar da ponta delgada, de início apenas um abundante coutada de caça para os abastados habitantes da primeira capital da ilha, Vila Franca, onde a grande quantidade de presas existentes justificava a longa viagem:

“Os porcos do monte eram tantos e tão bravos que davam grande trabalho aos monteiros. Havia infinidade deles além da cidade da Ponta Delgada, para aquela banda de Santa Clara, até à casa de Francisco Ramalho, onde os iam montear os moradores de Vila Franca, levando mantimento em seus batéis para alguns dias, nos quais, fazendo salga neles, se tornavam com muitos para a mesma Vila. (…) “

Saudades da Terra , Livro IV , página 227, ICPD-1998


Aquele lugar, na extrema Poente da enorme baía iniciada na Ponta da Galé, que mais tarde se viria a chamar Santa Clara, era tido como uma importante referência da costa Sudoeste da ilha. Para tal foi determinante a sua localização e orografia, protegendo da ondulação provocada pelos ventos ali predominante uma pequena enseada de areia e calhau rolado, em cujo âmago, balizado pelo “Cunhal da Maré” outra singular marca natural daquela orla –, um abrigado recôncavo do litoral transformava todo o conjunto num abrigado ancoradouro natural, o último para quem navegava vindo de Vila Franca, uma vez que dali para a frente a costa começa a elevar-se progressivamente deixando de ser fácil o acesso a terra por mar.
Incrementando-se o vaivém das caçadas, alguns dos serviçais que acompanhavam os nobres monteiros fixaram-se por aquelas paragens, originando um pequeno núcleo populacional, uma “pobre aldeia” como também lhe chamou Gaspar Frutuoso, constituído na sua essência por marítimos, lugar que com o decorrer dos anos se alongou algo desordenadamente em direção a Nascente, acabando por dar origem à cidade de Ponta Delgada:

“Esta cidade da Ponta Delgada é assim chamada por estar situada junto a uma ponta de pedra de biscouto, delgada e não grossa como as restantes da ilha, quase rasa com o mar, que depois por se edificar mais perto dela uma ermida de Santa Clara, se chamou ponta de Santa Clara, entre a qual ponta e a da Galé se faz uma grande enseada, (…)” 

Saudades da Terra, Livro IV, página 172, ICPD-1998 



De lugar de Ponta Delgada a Santa Clara de Ponta Delgada




Santa Clara: escultura do século XVII em madeira policromada e dourada, imagem que tendo em conta a data da sua execução não deve ser muito diferente quanto ao aspeto, dimensões e materiais utilizados, da originalmente existente na histórica ermida de Santa Clara.


Dificilmente seria mais adequada a escolha de uma protetora divina para os habitantes do humilde povoado que emergiu na extrema Poente da enorme baía, limitada pelas Ponta da Galera e Ponta Delgada: Santa Clara, a fundadora das Clarissas, o ramo feminino da Ordem Franciscana.
Depois de construído o templo em honra da milagrosa “Dama pobre”, uma singela ermida da qual não se conhece, com rigor, a data da sua edificação, o local passou a adotar a denominação da padroeira, Santa Clara, cedendo assim o seu nome original – Ponta Delgada – ao burgo onde se achava inserido. E é mais uma vez Gaspar Frutuoso quem, com detalhe, nos elucida:

 

“(…) Além, pouco espaço da fortaleza para loeste, está uma ponta que se chama Ponta dos Algares, (…) e logo está uma pequena baía de areia, defronte das casas do generoso e em tudo grandioso Francisco Arruda da Costa, (…) e com grande custo seu cercada de muro e cubelos, com sua porta para o mar, tudo muito defensável, e pegado com a porta, chamada de Santa Clara, por estar ali a igreja paroquial desta Santa, onde se acaba a principal costa da cidade, (…)” 

Saudades da Terra, Livro IV, página 178, ICPD-1998


Se, quanto à localização do templo, tal como acontece com a da Ponta Delgada, o descrito por Gaspar Frutuoso é quase fotográfico, o mesmo já não acontece com a data em que a ermida foi construída, que, também segundo Gaspar Frutuoso, já existia aquando do cataclismo de Vila Franca, situação a que Ernesto do Canto acrescenta informação:


 "Esta Ermida [a de Santa Clara] no extremo oeste da cidade, já existia em 1522 (...) (...) construída por devoção de Mathias Tavares, Pedro de Sousa, João de Medeiros e Roque Gonçalves. (...)" 

Jornal “O preto no branco”, nº 26, do dia 25 Junho de 1896, página 103



Património natural, histórico e edificado















Pormenores da orla marítima de Santa Clara entre a Ponta Delgada e a Ponta dos Algares: desenho de como era em meados do século XVIII, e foto aérea obtida na década de cinquenta do século XX, vendo-se nesta última parte da “Mata da Doca”.


Ao tempo, e até antes de ter sido parcialmente atulhada para instalação do caminho-de-ferro que transportou os inertes necessários para a construção do porto, a enseada a Nascente da Ponta Delgada, localizada com rigor por Gaspar Frutuoso, era bem mais profunda do que o é atualmente.
O templo original, que, tal como refere Gaspar Frutuoso, se sabe já existir em 1522, não devia estar a grande distância do sítio onde está implantada a atual igreja. Tal transparece da referência à pequena baía descrita como situando-se em frente das fortificadas propriedades de Francisco Arruda da Costa, portanto, não muito longe do local onde ainda hoje se pode ver o que resta do “Castelinho”, fortificação que quando foi construída assentava as fraldas das muralhas nas rochas acima da linha de preia-mar.


Recanto do “Castelinho” (fotografado em Março de 1999), com destaque para uma das canhoeiras, e parte do lajeado onde as peças se movimentavam.

Este reduto militar, construção do século XVII, e cuja primeira grande reparação ocorreu já após o fim do domínio filipino, foi um importante baluarte na defesa daquela zona, e é uma das mais antigas, se não mesmo a mais arcaica, edificação existente em Santa Clara.

 

“1643 - (…) José da Silva, do 2º e último quartel dos consertos do castello de St. Clara – 39$334(…)

Archivo dos Açores, volume XII, páginas 31, INCM–1983






















Um rincão do pouco que sobrou da frondosa “Mata da Doca”, hoje incluído no “Jardim Padre Fernando”.


Do património natural que chegou aos nossos dias, com inventário feito há mais de quatro séculos, para além do pouco que resta da “Mata da Doca”, tudo o mais está relacionado com a orla marítima, onde resistem a custo as já referidas “Ponta Delgada” e “Ponta dos Algares” actualmente, “Ponta dos Aringas” –, cujas “bocas” onde terminavam os tuneis lávicos, arrasadas que foram no início do século XX para sobre elas implantar reservatórios de combustível, estão hoje definitivamente atabafadas.


Autoria da Pesquisa

João Pacheco de Melo


CRONOLOGIA

1522

Construção da primitiva ermida de Santa Clara.

1580 

Criação da terceira paróquia de Ponta Delgada, Santa Clara, por determinação do Bispo D. Pedro de Castilho.

1581 

22 de Setembro – Em visita pastoral, de D. Pedro de Castilho acrescentou a paróquia para Nascente, até à Rua da Cruz, aumentando assim de 62 para 219 o número de fogos, e de 297 para 766 as almas de confissão.

1714 

Santa Clara perde o estatuto de paróquia e a evocação da Santa é mudada para uma nova igreja construída em São José.

1728 

10 de Setembro – Confirmada a criação do curato no local de Santa Clara, subordinado à paróquia de São José.

1834 

Transformação do antigo Cemitério dos Ingleses no Campo da Igualdade (cemitério hebraico de Ponta Delgada).

1861 

30 de Setembro – Início da construção do porto artificial de Ponta Delgada, com recurso a pedra extraída das pedreiras de Santa Clara.

1873

Segundo a Capitania do Porto de Ponta Delgada, estão registados 125 pescadores e 31 embarcações de pesca de Santa Clara.

1874

19 e 20 de Maio – O Jornal Diário dos Açores publica a criação, pelo governo, do curato com evocação a Santa Clara.

1875

29 de Agosto – Saída, em procissão, de São José para Santa Clara, da nova imagem da padroeira.

1883

3 de Novembro – Início da construção do Matadouro Municipal de Ponta Delgada.

1886

11 de Abril – Inauguração do Matadouro Municipal.

1898

11 de Maio – Trasladação do Santíssimo Sacramento da Igreja de São José para o curato de Santa Clara.

1901 

11 de Julho – Inauguração de Escola Século XX na “Mata da Doca” – Parque Dinis Moreira da Mota.

1902

15 de Dezembro – Constituição da “União das Fábricas Açoreanas de Álcool”, conhecida por Fábrica de Santa Clara.

1903

15 de Julho – Por carta de Lei, a “União das Fábricas Açoreanas de Álcool”  é autorizada a instalar uma fábrica de açúcar.

1918

18 de Janeiro – Estabelecimento da Base Naval Americana no Porto de Ponta Delgada, com o grosso das tropas acantonado na “Mata da Doca” .

1919

1 de Setembro – Desmobilização da Base Naval Americana.

1921

Início de actividade dos depósitos de combustível da Tagus Oil Company.

1922 

3, 5 e 7 de Outubro – A imprensa local dá enorme relevo à apresentação pública de um novo team, o Santa Clara Foot-ball Club, instruído pelo alferes José Joaquim de Sousa.

8 de Outubro – O Santa Clara Foot-ball Club vence o Terror Sport Club por 4-0 no seu jogo de apresentação.

1923

3 de Maio – O Santa Clara Foot-ball Club inicia a participação na sua primeira época desportiva oficial.

1927

12 de Março – Exclusão definitiva do Santa Clara Foot-ball Club da Associação de Foot-ball de São Miguel.

20 de Março – Formalização do pedido de inscrição do Sport Club Santa Clara na Associação de Foot-ball de São Miguel.

21 de Junho – Aprovação, em assembleia geral, dos estatutos de fundação do Clube Desportivo Santa Clara.

29 de Julho – Promulgação, pelo governador civil, major Abel d’Abreu Sotto-Mayor, do alvará de fundação do Clube Desportivo Santa Clara.

6 de Agosto – Pedido de inscrição na Associação de Foot-ball de São Miguel do Clube Desportivo Santa Clara.

Novembro – É aceite a inscrição do Clube Desportivo Santa Clara como membro da Associação, o único dos “Santa Clara” que se mantém até hoje como tal.

1930

2 de Agosto – Inauguração da fábrica da Sociedade Micaelense de Conservas, Lda – “Fábrica de Conservas Lory”.

1935 

10 Abril – Após cinco anos de auto suspensão, o Sport Club Santa Clara solicita a readmissão, que é aceite na Associação.

16 Abril – Por alteração estatutária, o Sport Club Santa Clara passa a denominar-se Grupo Desportivo dos Manipuladores de Pão: Os Padeiros.

1936 

Janeiro – Extinção d’Os Padeiros, ex- Sport Club Santa Clara.

15 de Março – Oferta por um anónimo da imagem de São João Bosco à Igreja de Santa Clara.

19 Março – Inicio do culto a São João Bosco.

1937

31 Janeiro – Santa Clara festeja, pela primeira vez no dia que litúrgico que lhe está destinado, São João Bosco. O grave estado de saúde de Sua Santidade o Papa Pio XII impede a paróquia de obter a bênção papal.

1941

O Patronato de São Miguel muda-se para as instalações da Escola do Século XX na “Mata da Doca”.

1942 

De 24 para 25 de Junho – Morrem quatro pescadores de Santa Clara no naufrágio de um barco: Francisco Costa, Guilherme “Magarça”, Jacinto Caboz e Manuel Rodrigues.

1944 

31 Maio – Bênção, na igreja de São José, das imagens do Sagrado Coração de Jesus e de São João de Brito, oferecidas pela família Lory à Igreja de Santa Clara.

Junho – Início das obras da nova sacristia da Igreja de Santa Clara, patrocinadas pela família Lory.

3 de Setembro – No domingo festivo de Santa Clara, ocorre a inauguração e bênção da nova sacristia.

1945 

15 de Junho – Inauguração do farol de Santa Clara.

12 de Agosto – Realização de um jogo de futebol entre as equipas Pirata Negro e Grupo de Estudantes (4-1) a favor das obras da Igreja de Santa Clara.

1948 

Janeiro – Início da ocupação do Bairro Económico da Rua de Lisboa.

29 de Abril – Inauguração oficial e bênção do Bairro Económico.

Junho – Início da construção, na Nordela, da Fábrica de Santa Clara da Sociedade de Lacticínios Furtado Leite.

1949

8 de Dezembro – O Padre Fernando Vieira Gomes celebra a sua primeira missa no curato.

1951  

Junho – Transferência para a Fábrica de Lacticínios Furtado Leite do fabrico de manteiga, já realizado nas instalações do Ramalho.

1954

A Cooperativa Bom Pastor adquire um terreno na avenida Príncipe do Mónaco.

É constituída a Unileite – União das Cooperativas Agrícolas de Lacticínios e de Produtores de Leite da Ilha de S. Miguel.

1957

7 de Maio – Decreto, assinado pelo Bispo D. Manuel Afonso de Carvalho, da elevação do curato a paróquia.

1958 

9 de Novembro – Inauguração e início de funcionamento da Fábrica de Papel, no Parque Diniz da Mota (actuais instalações do A. C. Cymbron Lda.), propriedade da Sociedade Produtos Açorianos de Papel Lda.

1959 

Maio – Início de actividade da unidade fabril da Unileite na Avenida Príncipe do Mónaco.

31 Agosto – Apresentação pública do Terminal Oceânico da Mobil Oil, construído na Nordela.

2 Setembro – Inauguração do pipeline da Móbil Oil, entre o Porto de Ponta Delgada e as instalações da Nordela.

18 de Outubro – Inauguração oficial das instalações da Mobil Oil na Nordela.

1961 

De Agosto a Outubro – Construção, com recurso à mão de obra dos internos, do ringue de patinagem do Patronato de São Miguel, na Mata da Doca.

Dezembro – Inauguração, com bênção do Padre Fernando Vieira Gomes, do ringue de patinagem do Patronato de São Miguel.

1962 

1 de  Outubro – Início de actividade e inauguração oficial do Matadouro Frigorífico e Industrial de Ponta Delgada.

1969 

22 de Setembro – Início de actividade dos depósitos POL NATO.

24 de Agosto – Inauguração do aeroporto de Ponta Delgada, cujo terminal e parte da pista se situam em Santa Clara.

1984

10 Setembro – Início da 1ª fase das obras do prolongamento da pista e novas instalações do aeroporto.

1999

21 Abril – O Aeroporto de Ponta Delgada passa a denominar-se Aeroporto João Paulo II, com uma pista de 2520 m, que se estende de Nascente para Poente, da Avenida Príncipe do Mónaco até à Relva.

8 de Dezembro – Celebração das bodas de ouro sacerdotais do padre Fernando Vieira Gomes.

2001 

16 Julho – Apresentação, na Assembleia Legislativa Regional dos Açores, por iniciativa do PCP,  da proposta de criação da freguesia, documento aprovado por unanimidade.

2002

10 de Julho – Publicação do Decreto Legislativo Regional n.º 25/2002/A, que cria a freguesia, resultante da divisão da freguesia de São José.

26 de Outubro – Falecimento do Padre Fernando Vieira Gomes.

2004

28 de Agosto – Inauguração do Centro Cívico e Cultural de Santa Clara.

2005 

9 de Outubro – Eleição dos primeiros órgãos autárquicos da freguesia, tendo como vencedor o Grupo de Cidadãos Eleitores Santa Clara-Vida Nova que concorreu contra PSD.

2007 

7 de Maio – Comemoração do 50º aniversário da elevação a paróquia.

7 de Maio – Apresentação pela Junta de Freguesia de Santa Clara de proposta de símbolos heráldicos à Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses .

25 de Julho – Parecer da Comissão de Heráldica.

2008 

17 de Janeiro – Aprovação em Assembleia de Freguesia, por unanimidade e aclamação, da proposta de estabelecimento dos símbolos heráldicos.

10 de Março – Publicação em Diário da República dos símbolos da freguesia.

23 de Abril – Apresentação pública da Heráldica de Santa Clara.

27 de Abril – Primeira apresentação em desfile, do estandarte da freguesia de Santa Clara, na procissão do Senhor Santo Cristo.

2009

11 de Outubro – Eleições Autárquicas com as candidaturas Grupo de Cidadãos Eleitores Santa Clara-Vida Nova, PSD e CDS-PP a concorrerem à Assembleia de Freguesia. Santa Clara-Vida Nova vence e renova o mandato.

2010

17 de Julho – Inauguração do Jardim Padre Fernando Vieira Gomes (Requalificação do espaço restante da “Mata da Doca”).

2013

29 de Setembro – Eleições Autárquicas com as candidaturas Grupo de Cidadãos Eleitores Santa Clara-Vida Nova e PSD a concorrerem à Assembleia de Freguesia. Santa Clara-Vida Nova vence e avança para o terceiro mandato consecutivo.

2015

Início do processo de deslocalização dos Tanques de Óleo da zona da Pedreira do Meio para a Nordela, que viria a ficar concluído em 2016.

2017

1 de Outubro – Eleições Autárquicas com a candidatura única do Grupo de Cidadãos Eleitores Santa Clara-Vida Nova à Assembleia de Freguesia. Santa Clara-Vida Nova conquista o quarto mandato consecutivo.


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